30/12/2021 - ATLETISMO

Brasileiros querem colocar o país de volta ao topo do pódio na São Silvestre

Daniel Nascimento e Grazieli Zarry são as esperanças do Brasil na 96a edição da prova que encerra o calendário 2021 de provas de rua

São Paulo (SP) - Os destaques da 96a Corrida Internacional de São Silvestre estão prontos para a disputa da Prova que encerra o calendário 2021 de corridas de rua. Com um clima ainda mais especial, após a ausência em 2020, a Corrida promete ser acirrada com a boa e velha briga entre brasileiros e africanos. Daniel Nascimento e Grazieli Zarri são as esperanças verde e amarela para que o país volte a ocupar o lugar no topo do pódio. Os quenianos Elisa Rotich e Sandrafelis Chebet, e o etíope Belay Bezabh são os principais adversários.

Na manhã desta quinta-feira (30), em Sao Paulo, os destaques da Prova conversaram com a imprensa sobre suas estratégias. Os objetivos são unânimes: todos querem brigar pela vitória, por melhorar seus tempos e vão dar seu máximo nos 15 quilômetros.

A programação de largadas amanhã, (31) terá os Cadeirantes a partir das 7h25; Elite Feminina às 7h40 e Elite Masculina e Pelotão Geral a partir das 8h05.

Expectativas e declarações

Daniel Nascimento, aos 23 anos, é a renovação do atletismo brasileiro. Em 2019, na última edição da São Silvestre, foi o brasileiro mais bem colocado, com a 11a colocação. Já neste ano, ficou no Top-10 na Maratona de Valência e ainda conquistou índice para a Olimpíada de Tóquio, onde fez sua primeira prova de maratona na carreira.

“Durante a pandemia eu venho aprendendo muito. A vida precisa continuar e eu trabalhei todo esse tempo buscando evolução. Tanto que fui para o Quênia para intensificar minha preparação e treinar com os melhores, dessa forma pude aprender e evoluir. Poder voltar a competir na São Silvestre é muito importante. Essa é uma prova muito difícil, mas acredito que estou em ótima forma e com bom rendimento. Vou entrar focado e fazer minha prova, sem olhar ou pensar nos adversários”, considera Daniel.

Grazi Zarri está otimista para a disputa. E revela o mesmo pensamento que Daniel. “Quando as coisas melhoraram na pandemia, eu não parei e foquei nos treinos. A vida tem que continuar. Acho a São Silvestre muito importante. Eu estou em evolução ainda, mas me sinto bem preparada em brigar pela vitória. Nesse segundo semestre, foquei muito e estou confiante para a prova. Assim como o Daniel, tenho vontade de ir para o Quênia, quero competir e aprender com os melhores. Absorver tudo de lá e trazer para o meu país, para minha realidade. Então, cada oportunidade e treino contam muito. Na prova vou apostar no equilíbrio e tática, dosando bem entre ritmo, e poupando a perna para o final, especialmente para a subida da Brigadeiro”, analisa Grazi.

Estrangeiros

O queniano Elisa Rotich campeão e recordista da maratona de Paris deste ano está feliz por voltar a competir a São Silvestre. E espera usar a prova para se autoavaliar e se preparar para as disputas do começo de 2022.

“Eu agradeço a oportunidade de competir na São Silvestre novamente e também de estar no Brasil. Espero correr muito bem, mas isso depende da temperatura que estará no dia. Adaptei-me bem ao clima do Brasil, fui bem recebido, gostei da prova, é bem organizada. Estou aqui de novo porque tenho a esperança de me autoavaliar, essa prova tem isso, você consegue refletir sobre os seus esforços e percebe os pontos que precisam ser melhorados. E sem contar que eu gosto do Brasil. Também fiquei feliz com os protocolos exigidos pela organização, isso mostra a preocupação e cuidados com todos”, disse Elisa.

Belay Bezabh, campeão em 2018 da São Silvestre, se junta a outros destaques da prova. E, chega novamente disposto e animado a brigar pela vitória.

“Essa é a minha terceira vez na prova. Em 2017 fui vice-campeão, e venci em 2018. Neste ano estou com a mesma expectativa de vitória. Eu gosto de competir na São Silvestre, tem diversos fatores que me fazem gostar de vir para cá, como o clima, adaptação ao percurso, o tratamento dos brasileiros. Tudo isso impacta no desempenho durante a prova. Sempre fico feliz quando venho para cá. A expectativa é ser o campeão novamente”, contou Belay.

Sandrafelis Chebet, outra queniana presente na disputa, aposta no seu bom desempenho e no bom clima da prova para obter um resultado positivo.

“Minha maior expectativa é ter uma boa saúde para poder realizar a corrida, correr bem e ter um bom desempenho. Eu geralmente tenho uma boa perfomance quando corro aqui, isso que me move a sempre voltar. Claro, espero sempre melhorar para alcançar resultados cada vez melhores. Um dos motivos que me move a correr na São Silvestre é o Brasil. Eu gosto de estar aqui. E, mesmo neste momento de pandemia, a vida continua. Óbvio, tem que tomar cuidado, respeitar os protocolos, mas precisamos seguir. Estou tomando todos os cuidados com a minha saúde, porque esse momento representa uma grande avaliação do meu desempenho. Estou animada”, observou a atleta.

Resultados de 2019 – Elite

Masculino
1) Kibiwott Kandie (Quênia), 42min59s (novo recorde)
2) Jacob Kiplio (Uganda), 43min00
3) Titus Ekiru (Quênia), 43min54s
4) Geofry Toroitich Kipchumba (Quênia), 45min10s
5) Joseph Panga (Tanzânia), 45min33s

Feminino
1) Brigid Kosgei (Quênia), 48min54s
2) Sheila Chelangat (Quênia), 50min10s
3) Tisadk Alem Nigus (Etiópia), 50min12s
4) Pauline Kaveke Kamulu (Quênia), 50min28s
5) Delvine Relin Meringor (Quênia), 50min51s

A Corrida Internacional de São Silvestre é uma propriedade da Fundação Cásper Líbero, com organização técnica da Yescom. O patrocínio é de Cosan, 3 Corações, NewOn, Assaí Atacadista, Smart Fit e Molico, copatrocínio Bioleve, Adria e Voe Ita, e apoio de Montevérgine, Movimento Plástico Transforma, Dois Cunhados Hortifruti, Bendita Cânfora, Comgas e Transamérica Executive Paulista. O apoio especial do Governo do Estado de São Paulo e Prefeitura da Cidade de São Paulo.

Mais informações no site www.saosilvestre.com.br